Você já ouviu falar que pessoas com diabetes precisam redobrar os cuidados com infecções? Pois é — esse não é apenas um conselho genérico. A ciência comprova que o excesso de glicose no sangue enfraquece o sistema imunológico, deixando o corpo mais vulnerável a infecções que podem evoluir rapidamente e se tornar graves.
Infecções de pele, infecções urinárias, respiratórias e até em cicatrizes cirúrgicas são mais comuns em quem convive com o diabetes. Mas uma das complicações mais preocupantes é a infecção no pé diabético, uma condição que, quando não tratada adequadamente, pode levar à amputação. Estudos mostram que essas infecções são a principal causa de hospitalização entre pessoas com diabetes e que, mesmo após tratamento intensivo, menos da metade das úlceras infectadas cicatrizam completamente em um ano.

Entre os principais fatores de risco estão o controle inadequado da glicemia, a má circulação e a neuropatia diabética — um dano nos nervos que pode fazer com que feridas passem despercebidas por muito tempo. Quanto mais cedo uma infecção for identificada, maiores as chances de tratamento eficaz e recuperação sem complicações. Por isso, sinais como vermelhidão, dor, inchaço, calor local ou feridas que não cicatrizam devem ser levados a sério.
A boa notícia é que prevenir essas infecções é possível. Manter os níveis de glicose sob controle, cuidar da higiene dos pés, vacinar-se conforme as recomendações médicas e realizar acompanhamento regular com profissionais de saúde são passos fundamentais.



